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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

As saudades que eu já tinha

A época é ainda baixa, mas com sorte surge um grupo ou outro.
As pessoas que chegam são novas, mas tantas das observações são as antigas.
E é aí que relembro que nós somos mesmo muitos neste mundo. Somos milhões de milhões de milhões. Por muito que pareça que tanta gente está a chegar ao nosso Portugal, há tanta gente mais para vir. E aprender. E perceber. E levar boas memórias de cá.

Neste grupo havia muitos americanos e lá ouvi aqueles comentários de espanto:

"I always thought that Portugal was a part of Spain!"

"Mas vocês percebem brasileiro? O que é que é mesmo a vossa língua? Vem do brasileiro?"

e aí lentamente se desenrola todo um novo passar de ensinamento que me faz muito feliz!




quarta-feira, 18 de junho de 2014

Não, não leio...

Já há algum tempo que não ouvia a pergunta:
 "Tu sabes isso tudo de cabeça? Não lês? Mesmo? Parabéns!!"

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Condição física

Nestas últimas semanas só me consigo lembrar do meu professor de Prática Profissional a dizer:

"um Guia tem que estar em forma, tem que ter óptima condição física, porque precisa de ter corpo e mente sãos. São horas a andar, dias a andar, em que precisa mostrar energia o tempo todo e a mente a acompanhar. Por vezes são dias com mínimas horas de sono."

O que eu tenho subido e descido e andado e sei lá mais o quê.

Hoje já cantava:


ehehehe

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A pergunta da praxe

Após terminar o tour pergunta-me uma senhora:
"O meu marido gostaria de saber qual é a sua verdadeira profissão."
Ao que respondo:
- " Sou Guia Intérprete Nacional, esta é a minha profissão."
E eles insistem:" mas não a tempo inteiro?" Acrescentando: "Até porque teve que ir à Universidade para saber tudo isto que nos disse."

Pois é, em Portugal existe a formação universitária de Guia Intérprete Nacional.

"Os meus parabéns e desculpe, não sabia."

:)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Botânicos precisam-se!!!


Não chove há talvez 2 meses, não tenho bem a certeza, mas tenho sentido que chegou a Primavera.
Vejo os campos a florir, sinto os animais mais agitados. Parece-me realmente que a Primavera chegou mais cedo.
Lembrei-me das Jacarandás de Lisboa. Lembrei-me das perguntas dos turistas em relação às árvores, flores, folhas, plantas, frutos... tudo o que seja botânica.
O meu maior medo!

Adoraria saber profundamente sobre esse mundo, porque na verdade quando se percebe a história por detrás de uma folha, deparamo-nos com um novo mundo e ficamos com vontade de perceber em que contexto crescem, quando florescem, quando dão fruto ou perdem a folha. Perceber o que nos oferece esse ser vivo: madeira, chá, medicamento... Saber de onde vieram, como chegaram aqui. Tantas possibilidades.

Alemães, franceses, ingleses têm um grande carinho por esse mundo. São pessoas que têm jardins ou um simples canteiro e que ficam boquiabertas quando vêem as nossas flores, porque, segundo me contam, o nosso clima permite que cresçam de tal forma que ficam praticamente irreconhecíveis para eles. As buganvílias no miradouro de Santa Luzia são um bom exemplo. Sempre que ali passamos ficam longos minutos a admirar a beleza da cor e do tamanho. Tiram tantas fotos que fica difícil continuarmos.
Ou insistir que "aquilo é uma nespereira. Sim, uma nespereira. Sim, o fruto come-se. Não, não é uma tangerina". Tenho tanta curiosidade em ver uma nespereira "lá fora".
Foi com eles que fui aprendendo ao longo dos anos.
Com eles, com a avó e com colegas de trabalho.
Aos pouco vou aumentando o meu saber, mas falta-me tanto.
Admiro os colegas que fazem visitas que incluem muito de botânica, como por exemplo, visitar a Madeira! Ali em vez de monumentos de pedra, temos jardins sem fim, com espécies certamente do mundo inteiro. Disse-me um vez um colega, que podia ficar à vontade uns 30 minutos a falar das Estrelícias! Admiro, porque sei o quanto os seus turistas ficam felizes com tal saber.
Admiro quem recebe uma folhinha na mão e sabe identificar a árvore.
O que quero dizer com a frase de cima? Os turistas têm por hábito chegar perto de nós com uma folha na mão e perguntarem: "que árvore é esta?"
As primeiras vezes só queria rir! Como seria possível ser essa folha tão importante. E saber que árvore seria através de uma folha?!
Ao longo dos anos fui percebendo o interesse e fui tentando saber mais. Aos poucos deixaram de ser apenas uma folha verde nas mãos daquelas pessoas!

Continuo a defender que pelo menos um semestre do estudo dos Guias-Intérpretes deveria ter a disciplina de botânica e agricultura. É essencial e não é algo fácil de encontrar como curso extracurricular.
Deixo a ideia a um colega que saiba mais sobre este assunto: organize um curso e certamente terá muitos interessados.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Padrão dos Descobrimentos

Foi a primeira visita guiada.

Aos colegas, será que conta?
eheheh

Conseguir prender um grupo de 30 jovens nos seus 19 anos não é fácil pois não? Mesmo sendo eu um deles.

Ver as caras atentas, os sorrisos, os acenos de cabeça, os ahs e ohs, fez querer continuar.

A essa turma que começou com 30 e acabou com 14, estando 5 de nós apenas a trabalhar... agradeço, foram anos bem divertidos.