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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Que bonito!

Este é daqueles comentários que só quem pertence ao turismo irá entender: que bonito ver os autocarros todos iguais, tão limpinhos, tão bem arrumadinhos, prontos a receberem o grupo!


Assim como os dentistas acham uma radiografia de um dente tão linda, nós no turismo achamos este momento tão emocionante!

Confessem lá, causa impacto ser recebido assim não causa?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Queixinhas!

Dizemos muitas vezes entre colegas que a nossa Santa Padroeira é a Santa Paciência!
E há dias em que é mesmo precisa tê-la, não a duplicar, nem a triplicar, mas a quadruplicar.

Há dias em que se queixam do frio, do calor, do barulho do autocarro, do vidro que tem uma pequena mancha, do assento que não inclina tanto como querem.
Queixam-se da comida, da calçada, das escadas. Queixam-se do senhor da frente que fala, do outro que espirra e do que ressona.
Queixam-se de que alguém está dois minutos atrasados, queixam-se de pouco tempo de paragem e até já se queixaram de muito tempo de paragem.
Queixam-se de ter esquecido os remédios, sim, eles queixam-se deles próprios.
Queixam-se da iluminação, do guardanapo e de não encontrar o interruptor de luz no próprio quarto.

Há dias em que penso que tenho 40 crianças na minha frente, mas daquelas bem chatinhas!

Há dias em que é preciso inspirar e expirar muiiiiiiiiiitas vezes.

Contem lá colegas, qual foi a pior queixinha que já vos fizeram?

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O dia em que perdi não uma, nem duas, mas todas as pessoas do grupo!

Há muitos anos atrás vivi uma peripécia que ainda hoje me deixa num misto de enormes gargalhadas com a recordação dos nervos daquela noite.

Cheguei ao hotel para ir buscar um pequeno grupo que tinha no seu programa uma panorâmica por Lisboa e jantar num restaurante do Bairro Alto.
Muito simpáticos, bem dispostos, entramos no autocarro, percorremos a cidade e paramos no Miradouro de São Pedro de Alcântara. Dali tínhamos de continuar a pé até ao restaurante.
Expliquei-lhes que o nosso motorista iria voltar aqui para nos levar de volta ao hotel após o jantar, mas que eu me encontraria, na mesma, com eles no restaurante para os trazer até ali.
Repeti algumas vezes, perguntei se tinham percebido bem, disseram que sim.

Lá fomos nós. Chegados ao restaurante, fiquei até os pedidos estarem todos feitos e terem começado a servir as entradas. Fui então jantar noutro sítio, pois desta vez não estava programado eu ficar no mesmo restaurante que o grupo.
Não estando no mesmo local que o grupo é sempre mais difícil coordenar a hora de saída, pois nunca sabemos a que ritmo estão a comer, a ser servidos, se vão pedir digestivos, se alguém quer ir embora mais cedo e precisa de um táxi, etc, como podem verificar é sempre preferível ficar com o grupo, mas nesta noite, por impossibilidades de reserva, não era mesmo possível eu ficar. Decidi deixar o meu cartão com o meu contacto telefónico e pedi à chefe de sala que me avisasse caso o grupo precisasse de algo e quando percebesse que o grupo queria regressar, explicando que eu iria voltar ao restaurante para os levar de regresso ao hotel.
Despedi-me com um até já.

Fui jantar, liguei duas vezes para ir sabendo como tudo estava a decorrer. A chefe de sala repetia que não me preocupasse, pois ligaria assim que eles terminassem para que eu pudesse ir andando para o restaurante. Não fui logo após terminar o meu jantar, porque o restaurante do grupo era tão pequeno e estava completamente lotado que eu não tinha literalmente uma cadeira para esperar, nem uma outra sala, nem um lobby. Se entrasse no restaurante sem o grupo ter terminado, teria que ficar tal qual uma sentinela à porta do mesmo!
O tempo passava, passava, passava e o telemóvel não tocava. Para não parecer chata, decidi ir até ao restaurante e ficar na rua se assim fosse preciso, apesar da hora e do frio.
Entro, olho para a mesa onde estava o grupo e não vejo ninguém. Ninguém.
Procurei a chefe de sala e perguntei onde estavam. Responde-me muito calmamente: "foram embora"!
Como assim foram embora? Gritei no meu cérebro!
Pensei que estava a brincar comigo e ela repetia, que sim, que tinham ido. Perguntei porque não me telefonara tal como tínhamos combinados, explica-me que eles lhe disseram que sabiam onde tinham de ir e que não era preciso!
Eu não queria acreditar. O meu coração batia a mil, só os imaginava perdidos pelo bairro, sem saberem onde estava o autocarro, só pensava na agência que me chamara e que iria ficar bem zangada comigo, ao mesmo tempo ía tentando acalmar-me a recordar-me de que na verdade estava a lidar com adultos que certamente iriam encontrar o caminho de volta, mas... acreditem a sensação é terrível. Parece que tinha deixado filhos pequenos perdidos numa cidade estranha.

Liguei ao motorista aflita, a tentar explicar tudo. O motorista era alguém com quem trabalhava regularmente, daqueles bons profissionais que se tornam amigos. Entre tentar acalmar-me, procurar soluções e fazer-me rir, ele foi impecável. Ainda hoje quando nos vemos falamos deste grupo e brinca sempre comigo e a minha aflição.
Ele decidiu ir para o ponto de encontro, quem sabe eles estariam lá, eu fui percorrer o bairro a pé, mas nada, ninguém.  Cheguei ao autocarro, demos uma volta pelas ruas em torno do bairro e por fim fomos para o hotel. Riamos, imaginavamos os piores cenários possíveis, imaginamo-nos despedidos, riamos, eu quase chorava, uma emoção!
Liguei ao hotel, à project manager e não é que nesse momento ela diz-me assim "ía mesmo ligar-te agora, porque o chefe do grupo chegou ao hotel e pediu para que me ligassem preocupado, porque queria que te avisássemos que eles já estavam de regresso e que tinham percebido que não tinham cumprido as tuas "ordens" e que imaginavam-te muito preocupada com eles. Queriam pedir-te desculpa.".

Não queria acreditar! Que pessoas mais espectaculares!
É que, quando situações bem menos complicadas que esta acontecem, as pessoas de imediato colocam a culpa no Guia e no Motorista, logo. Fiquei perplexa e tão agradecida.

O Jorge Humberto (o motorista) só ria e ria e ria.
Eu depois também.

No dia seguinte tinha tour com eles e a primeira coisa que me disseram foi "desculpa".

Esta é mesmo daquelas estórias para mais tarde recordar!


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Chá, Infusão ou Tisana

Nos meus primeiros anos de trabalho, fiz muitos circuitos com grupos franceses, lá íamos percorrendo o país de norte a sul. 

Uma característica deles, era andar durante o dia com tisanas, ou beber após o jantar uma infusão. Lembro-me perfeitamente de não saber qual era a diferença e, na maior parte dos sítios a que íamos, ninguém saber também. Na verdade os próprios franceses nunca se explicavam muito bem. Assim, era uma luta a questão do chá e da infusão e da tisana.

Anos depois, finalmente, alguém explica! E que fácil que é

Deixo-vos o vídeo:




quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Vou já mandar fazer!

Há uns tempos vivi um episódio engraçado, uma menina de 6 anos viu pela primeira vez uma fotografia. Eu tinha acabado de tirar uma polaroid e ela perguntou-me de imediato: "o que é isso?".

Primeiro pensei que era por nunca ter visto uma polaroid, mas depois percebi que ela nunca tinha visto mesmo uma fotografia. No instante seguinte fiquei um pouco perplexa, como poderia ser? Os pais nunca lhe tinham mostrado uma fotografia?
Mas, reflectindo perguntei para mim quando teria sido a última vez que vi crianças, pais e filhos a mexerem em fotos... do antigamente?! Talvez 6 anos não seja afinal, neste novo século, nada de especial.

Fez-me pensar nos meus primos pequenos. Eles cresceram já na era do Euro, do telemóvel, do ipad, da TV que anda para trás, do drone, da escada rolante, do elevador, das rampas, da ASAE, do takeaway, do home banking, do drive-in, dum montão de regras e novidades que eu acho que por vezes nem consigo imaginar (ou lembrar que já é real!).

Há uns meses, durante um dia a trabalhar a dar apoio na hospitality desk do grupo, que se situava ao cimo das escadas da recepção, uma senhora americana nos seus 70 anos opta por vir ter comigo pelas escadas e não de elevador.
Assim que termina de subir as escadas, diz-me muito chateada: "sabes que não há um corrimão nestas escadas?".

Inspira, expira, pensei para mim.

"Sim já notei", respondi-lhe.
"E não fazes nada?", pergunta-me ela.

Pensei em dizer-lhe que ía já - já mandar construir um, eu até sou dona e responsável do hotel!

"Sim, posso escrever na caixa de sugestões do hotel que deverão colocar um corrimão, mas agora quando descer, utilize ali o elevador à esquerda, por favor."

Não contente acrescentou, "como é que é possível haver escadas e não haver corrimão? Como é possível não haver escadas rolantes? Aliás, a cidade toda, como é que é possível vocês andarem nesta cidade?".

Sim, a senhora também achava impossível vivermos em Lisboa, imaginem se visse Alfama. Como é que é possível viver em Alfama e em prédios sem elevador?
E aqui pergunto-me: terá esta senhora de 70 anos esquecido que quando ela chegou ao mundo provavelmente o mais normal era subir a pé, era andar, era mexer o corpo para tudo?

A comodidade é precisa, é genial e muito beneficiou o Mundo, mas tornou-nos preguiçosos, física e mentalmente.

Não deixem que fiquemos autómatos. Recordemos que o tacto, o fazer com as próprias mãos, o construir, o mexer, faz de nós algo muito especial!

Como é que terminou a conversa? Mudando de assunto, porque os anos de profissão ensinaram-me que pessoas zangadas com a vida só querem alimentar-se de tal, logo o melhor a fazer é resolver o que quer que seja que a pessoa realmente precisa, o mais rápido possível e passar a outra tarefa!


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Papel



Adivinham qual foi a nacionalidade do grupo de hoje?

Oh les timbres et les cartes postale. 

Adoro como ainda é tão importante para eles enviarem postais quando viajam!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A vista do "escritório"

Onde moro, hoje, esteve tanto frio e tantas nuvens bem negras que fui recordar a vista do meu "escritório"!

Por vezes em vez de estar em campo a fazer as visitas guiadas, fico na "hospitality desk" a responder a todas as questões e pedidos que os participantes de um evento possam ter.
Como o Guia passa muito mais tempo no exterior do que em quatro paredes, quando exercemos essa função, dizemos que estamos no nosso "escritório".

A sorte é que as nossas vistas podem ser assim:




segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

História do Tiago Viana - Das pessoas que nos inspiram

Convidei o Tiago a contar uma história da sua vida de Guia, ele respondeu assim:

"A Cátia contactou-me e perguntou-me se estaria interessado em escrever algo para o blog dela. Eu aceitei com alguma relutância diga-se, avisei que não percebo muito de escrita, mas que iria tentar ter um momento de inspiração.

Ela responde "hehe consegues sim, fico à espera ". Os editores são sempre assim, fazem sempre os autores acreditarem que eles acreditam neles... 

Cátia tenho o e-mail guardado e como tal a responsabilidade dos próximos parágrafos é tua!

Penso num tema relacionado com a vida de Guia e começo a fazer rewind. 
Rebobino os últimos anos da minha vida e decido escolher um dos tours que recordo amiúde.
Decidi escrever sobre um dos clientes que mais me marcou, dos mais interessantes, dos mais interessados que tive na minha curta carreira.

Como diria uma professora (possivelmente a melhor) que tive "Uma pessoa só é interessante se tiver interesses".

Fui contractado para fazer 3 dias de tour privado para 3 pessoas na área de Lisboa. 
A "Janet" (nome fictício) é praticamente invisual e vem acompanhada por dois amigos.

A história destes três amigos por si só, já valia uma reportagem, mas das boas, daquelas feitas por jornalistas. 

A Janet ficou invisual aos 35 anos fruto de um procedimento médico errado que lhe provocou uma hemorragia cerebral, meses em coma, e quando acordou não via. Era uma das mais brilhantes advogadas do seu Estado.

Tenta continuar a carreira mas não consegue. A frustração acumula-se, decide mudar, decide adaptar-se à nova realidade. 

Nesse processo, adquire um cão-guia e é aí que conhece os seus dois amigos.

Não, eles não são cegos, eles adoptaram um cão invisual no mesmo centro que forneceu o cão-guia dela. São eles os "olhos" do cachorro que adoptaram. E é aí que as suas vidas se cruzam até aos dias de hoje (já passaram mais de 18 anos). 

Com a indemnização a que teve direito decide conhecer o mundo "enquanto posso". 

No decorrer desses três dias visitámos Lisboa e Sintra. A Janet absorve tudo, tudo o que lhe digo, tudo o que "vê" e "vê" muito mais do que a maioria dos meus clientes. Pergunta, relaciona, faz analogias, tem uma curiosidade infinita. 

No Palácio da Vila toca nos azulejos, sente-os, imagina as suas formas, tira fotografias para numa televisão especial com muita definição e com o auxílio de uma lente (uma lupa gigante) aumentar as fotografias até lhe permitir ver alguns contornos e manchas (ela ainda vê 5% de um olho mas está a degenerar). 
No decorrer do tour por vezes paramos num local e ficamos em silêncio, só a escutar o som do eléctrico que passa, os pregões no mercado, ou a sentir a brisa e o cheiro da maresia em Cascais. É toda uma experiência sensorial.

No decorrer de uma conversa descobre que tenho uma labradora (raça do seu cão-guia que tinha morrido uns meses antes da viagem) e insiste que traga a cadela para o tour do 2º dia. Explico-lhe que não é possível porque questões de ética profissional, que ela não está treinada, não é cão-guia e jamais poderia entrar num monumento em Sintra. Ela insiste, diz que vai comprar um arnês de cão-guia para ela e eu só consigo demover a sua vontade férrea, brincando com ela e dizendo-lhe que na Sala dos Cisnes há umas peças de cerâmica da China em forma de animais e a minha cadela como labradora poderia ingerir uma daquelas cabeças de javali do séc. XVIII e aquilo ainda é caro.

No último dia decidimos acabar o tour de Sintra em Cascais e almoçar por lá. Como não tenho tour à tarde, falo com os seus amigos e combino ir buscar a cadela enquanto comem a sobremesa. Quando ela sai do restaurante estamos à sua espera e foi possivelmente o melhor momento dos dias que passou comigo. A alegria dela é inesquecível... São aqueles pequenos prazeres da vida.

Para mim foi um privilégio ter sido o seu guia. 
Foi um enorme desafio porque a descrição tem de ser muito detalhada, muito precisa em termos técnicos, a atenção à segurança reforçada, mas o que se ganha no final de um tour destes não tem preço. 
Nos dias em que estou mais cansado, em que há alguma frustração acumulada por ter tido um grupo que não consigo fazer ter interesse pelo que lhes mostro, é da Janet que me lembro. São pessoas como ela que me fazem pensar que os dias não serão todos maus, que a maioria são bons e outros serão espectaculares.

PS: O background do meu tablet ainda é a foto tirada pela "Janet" à porta do restaurante em Cascais.
Tiago Viana"



Tiago, obrigada, esta história ficará no meu coração também.
Nem tenho muitas palavras depois deste testemunho!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Preparadíssimas

Lá fomos nós preparadas para fazer uma panorâmica pela cidade de Lisboa antes do jantar do grupo, ajudar na coordenação durante o jantar propriamente dito, e regressar ao hotel com todos.

Chegadas ao hotel dizem-nos assim: "ah, vai haver festa, é possível que o último autocarro só saia às 03h00."


Não????

He he he

Assim seja, estamos preparadíssimas!


O que queremos é clientes felizes e com vontade de voltar a Portugal!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A calma do Inverno

Gosto de trabalhar no Inverno (ok... quando não chove)... vou reformular então,

Um dos pontos positivos de trabalhar no Inverno é encontrar calma: não há filas, não há correrias, não há a sensação de estarmos a num local que está completamente lotado.
Caminha-se, calmamente, olha-se, respira-se, sente-se, principalmente se o tour for à tarde. Como foi neste caso.


Obrigada eu

Estava a rever o ano de trabalho e fui encontrando as cartas e o emails de agradecimento por parte dos clientes, mas eu, eu é que vos quero agradecer!


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Quantas pessoas conheci este ano

Após alguns anos de trabalho comecei a pensar, quantas pessoas será que eu conhecia por ano?
Muitas vezes pensei em anotar para no final do ano descobrir, os anos foram passando e nunca o fiz, até 2016.

Num dos meus posts já vos contei que o trabalho de um Guia pode durar uma manhã, bem como 2 dias, 3, 5, 7, 10, ou para quem trabalho com circuitos mais longos 20 dias ou mais. Assim, dependendo do trabalho que acaba por realizar mais ao longo do ano, o número de pessoas com quem um Guia trabalha, pode variar bastante.

Eu tenho feito um trabalho mais local e mais ligado a grandes eventos, o que significa que encontro grupos diferentes com muito mais frequência. Há alturas do ano que em cada dia, conheço um grupo novo.

Assim, aqui vai:

sabem quantas pessoas conheci este ano?

3417

Até eu arregalei os olhos!

3417 pessoas aprenderam sobre Portugal comigo! 
Por isso é que um Guia é visto como um Embaixador do seu País e por isso é que toda a formação do mesmo deve ser muito valorizada e respeitada!
É que um Guia é um "local" com o acréscimo de ser formado!
Pensem nisto quando viajarem ;)

O olhar dos outros

Viver fora do nosso país não é fácil, mas por vezes temos de fazê-lo, seja porque o trabalho o exige, porque uma história de amor levou a tal, ou porque o espírito aventureiro falou mais alto.

A empresa que me contratou desta vez, tem um grande número de trabalhadores estrangeiros, de modo a ambientá-los o melhor possível e o mais depressa possível à cultura portuguesa, ao ser português, ao viver português, criou um desafio de teambuilding para esses trabalhadores e suas famílias: realizar várias tarefas que os levaram a descobrir como um português reage perante determinada situação.
No fim de muita diversão, de muitas comparações, de muitas surpresas, eu fui mostrar-lhes Lisboa.

Gostava que os portugueses tivessem assistido a este dia, para verem como os outros nos vêem e para perceberem que eles acham que somos muito sortudos, muito mais do que nós achamos!
É que segundo eles, nós sabemos viver, podemos ter menos dinheiro, mas não descuidamos do tempo para fazer o que gostamos e estar com quem gostamos.

O que dizem vocês sobre isto?




terça-feira, 20 de dezembro de 2016

sobre os espectáculos gratuitos

Uma das belezas de acordar cedo para trabalhar é poder ver estes espectáculos gratuitos que a Natureza tem para a Humanidade, todos os dias!


Olhem para cima, respirem o mundo, aproveitem e cuidem desta nossa Casa.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Parabéns a Você

O dia começou a cantarmos os "Parabéns a Você" e a comparar como as músicas e celebrações podem ser tão diferentes, mesmo entre países com a mesma língua!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Mosteiro dos Jerónimos

O Mosteiro dos Jerónimos é um dos grandes símbolos do Estilo Manuelino.

Sabiam que quando foi construído, mesmo no início do século XVI, o Mosteiro estava praticamente na margem do rio?
É verdade, o rio chegava até ao magnífico Portal Sul que vocês vêem na imagem.
Imaginem as caravelas a chegar e a partir deste ponto. Imaginem como a cidade era outra, como havia azáfama por ali, como se sentia o vibrar do Mundo!

Este portal era visto como um símbolo de Boas Vindas ou de Despedida, desejando a maior das sortes aos navegadores!


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Cool people

Quando os alemães são descontraídos e risonhos, são definitivamente os melhores turistas que podemos ter!
Porquê?
Porque ouvem atentamente e com vontade, porque respeitam o outro que faz parte do grupo, porque chegam na hora marcada, porque querem aprender, porque riem, porque celebram, porque conversam, porque partilham, porque vibram a cada experiência nova!

Que dia feliz foi este!


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Os austríacos

Os austríacos são os latinos da Europa Central!
Eles sabem que há coisas muito importantes na vida, como tempo para um café, para conversar, para saborear uma boa refeição, para ver um bom espectáculo, para rir, para viver!
E como eu concordo!

Aqui estavam mais 48 tão felizes:


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Porque é preciso pensar e saber fazer.

clap clap clap clap <3

"we are drying the city"; "it's becoming a theme park"; "12000 live in the center"; "they say wild lisbon tour, alternative tour, authentic tour, original tour and in the end they are all massive tourism"; "tuktuklândia"; "we can not loose the city"; "the 28 is no longer a public transport"; "we can not ONLY depend on tourism"; "short term rents pay half of the taxes of long term rents"; "ainda há tempo para agir!"

O turismo é o meu ganha pão e tenho muita consciência do que pode fazer de errado numa cidade. Como pessoa que leva a cultura e a alma portuguesa aos outros, também quero preservar a alma portuguesa dos nossos, aqui dentro, respeitá-los. É preciso repensar enquanto é tempo.

Porque não nos ouvem Câmara Municipal de Lisboa?

Vejam: