Uma das belezas de acordar cedo para trabalhar é poder ver estes espectáculos gratuitos que a Natureza tem para a Humanidade, todos os dias!
Olhem para cima, respirem o mundo, aproveitem e cuidem desta nossa Casa.
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016
domingo, 2 de outubro de 2016
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Só pode ser alguém muito zangado com a vida
O título deste post é longo, mas quando um norueguês que passou o dia todo de má cara, a andar sempre à frente do grupo, a colocar perguntas com o objectivo de criar confusão e termina com a seguinte observação:
"finalmente vamos de volta para o hotel, esteve frio o dia todo, está um frio que não se aguenta, isto é um país frio!"
no tom mais arrogante e agressivo que ouvi nos últimos tempo, é porque só pode estar muito zangado com a vida não é?
Já disse que era um norueguês?
"finalmente vamos de volta para o hotel, esteve frio o dia todo, está um frio que não se aguenta, isto é um país frio!"
no tom mais arrogante e agressivo que ouvi nos últimos tempo, é porque só pode estar muito zangado com a vida não é?
Já disse que era um norueguês?
terça-feira, 5 de abril de 2016
Os Guias também são responsáveis pelas caixas multibanco
A senhora precisava de encontrar uma caixa multibanco para levantar dinheiro.
Perguntou-me onde haveria a mais próxima.
Indiquei-lhe. Agradeceu e seguimos cada uma para um lado visto ser o momento do tempo livre do grupo.
Hora do reencontro para continuar a visita.
A senhora aproxima-se com um semblante muito zangado e diz-me:
"A máquina não lê o meu cartão. Podes dizer-me o que se passa?"
Respondi-lhe que não sabia.
Acrescenta: "mas como é que as máquinas em Portugal não lêem o meu cartão? Chamam a isto um país desenvolvido. Mas não me sabes explicar qual é o problema do meu cartão? Da caixa?"
Inspira. Expira. Inspira. Expira. Inspira. Expira.
Nota para mim: o Guia tem de perceber e é responsável pelo bom funcionamento de todas as caixas multibanco deste país!
Perguntou-me onde haveria a mais próxima.
Indiquei-lhe. Agradeceu e seguimos cada uma para um lado visto ser o momento do tempo livre do grupo.
Hora do reencontro para continuar a visita.
A senhora aproxima-se com um semblante muito zangado e diz-me:
"A máquina não lê o meu cartão. Podes dizer-me o que se passa?"
Respondi-lhe que não sabia.
Acrescenta: "mas como é que as máquinas em Portugal não lêem o meu cartão? Chamam a isto um país desenvolvido. Mas não me sabes explicar qual é o problema do meu cartão? Da caixa?"
Inspira. Expira. Inspira. Expira. Inspira. Expira.
Nota para mim: o Guia tem de perceber e é responsável pelo bom funcionamento de todas as caixas multibanco deste país!
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Histórias da Sara Pereirinha
Lá ía a Guia com o seu grupo. Entraram no Palácio e iniciaram a visita.
De sala em sala, foram parando e ouvindo as histórias que a Guia contava. Ela falava da vida do rei, da rainha, ela falava dos príncipes, ela falava da construção do palácio, contava histórias das peças que se encontravam nas salas, ela dava pormenores, ela até comparava a história do seu país com a do deles.
Terminada a visita, o grupo tinha na última sala um cocktail à sua espera. Muitos agradecimentos e ainda algumas perguntas. A Guia volta para a primeira sala, aguardando pelo fim do cocktail e do regresso do grupo.
Quando regressam, diz uma das senhoras do grupo para a outra: "incrível, já reparaste que cada sala é diferente da outra?"
...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Vestir a condizer
Poucas pessoas teriam certamente a coragem desta senhora, mas a verdade é que ela estava a condizer com o tema da noite: um jantar de reis e rainhas no Palácio de Queluz!
A senhora da esquerda não é um dos actores que animavam a noite, como vemos no lado direito da foto, ela é uma das convidadas, mas foi a verdadeira princesa do evento!
E... estava lindíssima!
A senhora da esquerda não é um dos actores que animavam a noite, como vemos no lado direito da foto, ela é uma das convidadas, mas foi a verdadeira princesa do evento!
E... estava lindíssima!
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Mas de quem serão?
"Ai quem será o pai da criança", diz uma letra de uma música popular não é?
Chegado ao Parque Eduardo VI dou o tempo livre para a fotografia.
Ao regressar ao autocarro diz-me uma senhora assim, simplesmente assim:
"De quem eram aqueles cães?"
Ora vamos lá imaginar o cenário: eu estivera o tempo todo no autocarro, a senhora andou por onde quis durante 10 minutos, ela regressa, e pergunta-me por cães que não estavam minimamente no meu campo de visão!
"Que cães?" Perguntei de volta.
"Uns 3 cães que íam e vinham e chapinhavam na água, tão bonitos. De quem são?"
"Não reparou se haveria algum dono a olhar para eles? Devem ser dessa pessoa!"
Pergunto-me, se lhe tivesse dito que eram do Asdrúbal Bonifácio se ela ficaria mais contente?
Chegado ao Parque Eduardo VI dou o tempo livre para a fotografia.
Ao regressar ao autocarro diz-me uma senhora assim, simplesmente assim:
"De quem eram aqueles cães?"
Ora vamos lá imaginar o cenário: eu estivera o tempo todo no autocarro, a senhora andou por onde quis durante 10 minutos, ela regressa, e pergunta-me por cães que não estavam minimamente no meu campo de visão!
"Que cães?" Perguntei de volta.
"Uns 3 cães que íam e vinham e chapinhavam na água, tão bonitos. De quem são?"
"Não reparou se haveria algum dono a olhar para eles? Devem ser dessa pessoa!"
Pergunto-me, se lhe tivesse dito que eram do Asdrúbal Bonifácio se ela ficaria mais contente?
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Como eles nos vêem
Um senhor vindo de um estado americano onde os "hurricanes" são uma constante, falava assim para o casal sentado no banco ao lado:
"Eles aqui são muito estranhos. Têm programas de TV muito esquisitos, têm aquelas palavras em baixo no programa..., acho que são legendas. A comida tem demasiados legumes e as porções são tão pequenas. Não dão gratificações de 20% e vivem numa cidade onde houve um terremoto daquele tamanho! Eu perguntei à Guia, como é que ela era capaz de viver aqui! Calculo, que quem vive aqui a vida toda, ache normal."
É... calculo.
"Eles aqui são muito estranhos. Têm programas de TV muito esquisitos, têm aquelas palavras em baixo no programa..., acho que são legendas. A comida tem demasiados legumes e as porções são tão pequenas. Não dão gratificações de 20% e vivem numa cidade onde houve um terremoto daquele tamanho! Eu perguntei à Guia, como é que ela era capaz de viver aqui! Calculo, que quem vive aqui a vida toda, ache normal."
É... calculo.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Uma honra
Sou apaixonada pelo mundo das Artes, acima de tudo Escultura, Fotografia e Arquitectura.
Sou apaixonada por Museus, museus que o sabem ser.
Ao longo dos anos, primeiro na Faculdade, depois na audiência de conferências e visitas especializadas fui ficando cada vez mais apaixonada pela Arte Moderna e Contemporânea. Sou o exemplo vivo de que entender a Arte Contemporânea leva tempo, leva estudo, mas é possível, e mais que isso, torna-se um vício.
Há uns dias tive o privilégio de ter um grupo dedicado exclusivamente ao Mundo da Arte Contemporânea. Entre as pessoas do grupo estava este casal:
Quem são? Lois and Richard Rosenthal, fundadores do Centro Rosenthal para a Arte Contemporânea em Cincinnati, Ohio com um edifício construído pela Zaha Hadid!
http://contemporaryartscenter.org/about/the-rosenthal-center
Foram dias de puro deleite e Lisboa e Portugal podem ficar com a certeza que eles adoraram tudo o que ficaram a conhecer e que muitas novidades estarão a caminho!
Sou apaixonada por Museus, museus que o sabem ser.
Ao longo dos anos, primeiro na Faculdade, depois na audiência de conferências e visitas especializadas fui ficando cada vez mais apaixonada pela Arte Moderna e Contemporânea. Sou o exemplo vivo de que entender a Arte Contemporânea leva tempo, leva estudo, mas é possível, e mais que isso, torna-se um vício.
Há uns dias tive o privilégio de ter um grupo dedicado exclusivamente ao Mundo da Arte Contemporânea. Entre as pessoas do grupo estava este casal:
Quem são? Lois and Richard Rosenthal, fundadores do Centro Rosenthal para a Arte Contemporânea em Cincinnati, Ohio com um edifício construído pela Zaha Hadid!
http://contemporaryartscenter.org/about/the-rosenthal-center
Foram dias de puro deleite e Lisboa e Portugal podem ficar com a certeza que eles adoraram tudo o que ficaram a conhecer e que muitas novidades estarão a caminho!
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Mundos no mundo
A minha Sexta-feira Santa foi passada com um casal vindo do Qatar.
Jovens pertencentes a uma realidade e cultura muito diferente da nossa.
Começaram logo por contar-me as suas profissões, os seus ordenados (sem eu perceber bem porque é que me davam tal informação), os empregados que têm em casa e a vida luxuosa que levam! A primeira coisa que queriam fazer era comprar o stick gopro e um iphone6 já que tinham perdido os seus. Primeira pergunta: "aqui podemos regatear não é?". Não... não podemos.
Após a tarefa cumprida fomos conhecer Lisboa a pé. Ao fim de 30 minutos, ela não queria mais andar, não queria estar nos sítios onde havia filas de turistas para entrar, não queria estar sob o calor, queria apenas o pastel de nata. Eu ter-me-ía sentado de bom grado num café durante o tempo todo da visita, mas o marido pensava de modo diferente.
Ele só queria andar e ver sítios onde houvesse salas com armas e espadas, mas ao mesmo tempo não queria visitar interiores, queria estar na rua já que o tempo estava bom! Oh contradição ao quanto obrigas!
Pediram para ver igrejas, para entenderem melhor a nossa diferença de religião. Detestaram a Igreja de São Domingos (onde já se viu uma igreja ser tão pobre, disseram) e adoraram o Mosteiro dos Jerónimos. Ao depararem-se com a imagem da Nossa Senhora de Fátima vieram as dúvidas.
Como é que ela poderia ser Fátima? Se Fátima é um nome muçulmano, se Fátima era a mulher do Profeta?
Eu tentei, juro-vos que tentei, expliquei e expliquei, mas ele na ânsia de querer mostrar que havia algo de errado no que eu estava a dizer, nem ouvia as explicações até ao final. Interrompia, não me ouvia, senti-me como um professor perante um aluno que não quer saber.
Tenho a certeza que não assimilou nada do que eu disse e que irá pesquisar na internet por teimosia!
O tópico cremação também foi falado. Ele é totalmente contra a cremação, mas eu quis explicar-lhe que actualmente cada vez mais pessoas optam por isso, ao que rematou bruscamente "lá por eles fazerem eu não tenho de gostar". Respirei e respondi, "não lhe disse que tinha de gostar, estou a demonstrar-lhe como são comportamentos num país diferente do seu, nada mais".
Para terminar com a cereja no topo do bolo dum comportamento que a cada minuto que passava se tornava mais altivo e mais de gozo para com tudo o que observavam, em vez de me pedirem se eu me importava em tirar-lhes fotos juntos, estendiam-me a máquina para a mão sem nada dizer e colocavam-se em posição. À quarta vez fingi que não percebia o que queriam!
Terminada a visita, respirei.
Quando me deparo com pessoas assim penso sempre na diversidade do mundo e no caminho longo que há para fazer, para que todos percebam que nós somos iguais e que deveríamos ser mais tolerantes e respeitadores.
Foi um dia difícil, confesso.
Jovens pertencentes a uma realidade e cultura muito diferente da nossa.
Começaram logo por contar-me as suas profissões, os seus ordenados (sem eu perceber bem porque é que me davam tal informação), os empregados que têm em casa e a vida luxuosa que levam! A primeira coisa que queriam fazer era comprar o stick gopro e um iphone6 já que tinham perdido os seus. Primeira pergunta: "aqui podemos regatear não é?". Não... não podemos.
Após a tarefa cumprida fomos conhecer Lisboa a pé. Ao fim de 30 minutos, ela não queria mais andar, não queria estar nos sítios onde havia filas de turistas para entrar, não queria estar sob o calor, queria apenas o pastel de nata. Eu ter-me-ía sentado de bom grado num café durante o tempo todo da visita, mas o marido pensava de modo diferente.
Ele só queria andar e ver sítios onde houvesse salas com armas e espadas, mas ao mesmo tempo não queria visitar interiores, queria estar na rua já que o tempo estava bom! Oh contradição ao quanto obrigas!
Pediram para ver igrejas, para entenderem melhor a nossa diferença de religião. Detestaram a Igreja de São Domingos (onde já se viu uma igreja ser tão pobre, disseram) e adoraram o Mosteiro dos Jerónimos. Ao depararem-se com a imagem da Nossa Senhora de Fátima vieram as dúvidas.
Como é que ela poderia ser Fátima? Se Fátima é um nome muçulmano, se Fátima era a mulher do Profeta?
Eu tentei, juro-vos que tentei, expliquei e expliquei, mas ele na ânsia de querer mostrar que havia algo de errado no que eu estava a dizer, nem ouvia as explicações até ao final. Interrompia, não me ouvia, senti-me como um professor perante um aluno que não quer saber.
Tenho a certeza que não assimilou nada do que eu disse e que irá pesquisar na internet por teimosia!
O tópico cremação também foi falado. Ele é totalmente contra a cremação, mas eu quis explicar-lhe que actualmente cada vez mais pessoas optam por isso, ao que rematou bruscamente "lá por eles fazerem eu não tenho de gostar". Respirei e respondi, "não lhe disse que tinha de gostar, estou a demonstrar-lhe como são comportamentos num país diferente do seu, nada mais".
Para terminar com a cereja no topo do bolo dum comportamento que a cada minuto que passava se tornava mais altivo e mais de gozo para com tudo o que observavam, em vez de me pedirem se eu me importava em tirar-lhes fotos juntos, estendiam-me a máquina para a mão sem nada dizer e colocavam-se em posição. À quarta vez fingi que não percebia o que queriam!
Terminada a visita, respirei.
Quando me deparo com pessoas assim penso sempre na diversidade do mundo e no caminho longo que há para fazer, para que todos percebam que nós somos iguais e que deveríamos ser mais tolerantes e respeitadores.
Foi um dia difícil, confesso.
segunda-feira, 9 de março de 2015
Go with the flow - um grupo fantástico
A teoria dizia que o programa deste grupo seria: sair do hotel, panorâmica pela cidade, apanhar o eléctrico na Estrela, linha do 28 e terminar em Alfama. Depois o grupo passaria a tarde nas compras ou regressaria ao hotel. Simples!
A prática disse:
- Dia de greve do metro, a panorâmica durou mais 45 minutos do que o normal
- Chegados ao eléctrico, entramos, começamos a descer a Calçada da Estrela, andamos literalmente 20 segundos e no cruzamento da rua do Parlamento dá-se um mega acidente mesmo na nossa frente. Dois carros batem, um deles embate brutalmente contra o poste, o condutor voa para o lugar do passageiro e parte o vidro com a cabeça!
Tudo em estado de choque.
Ninguém vai a lado nenhum, polícia, INEM e tudo o que possam imaginar é chamado.
- Chamar os motoristas para que venham buscar o grupo o mais perto possível do Parlamento.
- Descer com 60 pessoas a pé distraídos por tudo o que se está a passar. Alguns dizem que querem já ficar por ali e caminhar por Lisboa: "está um dia lindo".
- Trânsito, os motoristas levam mais tempo do que prevíamos, mas finalmente vêmo-los
- O percurso que seria de eléctrico, foi de autocarro (ou melhor, o percurso possível)
- Chegados a Alfama, como estavamos em autocarro, tivemos que descer na Sé, pois os autocarros não podem subir mais do que isso. Tuk Tuks por todo o lado, paramos os autocarros da forma que é possível, pois os tuk tuks ocupam o lugar de estacionamento dos autocarros e não se querem mover.
- Os condutores dos automóveis começam a buzinar, um sai do carro e grita com todos nós
- Os eléctricos aparecem!!!!! Afinal o acidente resolvera-se bem mais depressa do que a Polícia dissera.
- Entramos todos nos eléctrico para fazer uns poucos metros
- Alfama - tudo tranquilo
Respiramos!
O melhor de tudo?
As colegas que estavam comigo e o grupo, que nunca colocou problemas. Entraram na onda do dia e viveram a aventura, adaptaram-se, ajudaram, foram uns verdadeiros campeões.
E no fim, agradeceram, dizendo que Lisboa é bonita e que este dia será uma história para contar.
A prática disse:
- Dia de greve do metro, a panorâmica durou mais 45 minutos do que o normal
- Chegados ao eléctrico, entramos, começamos a descer a Calçada da Estrela, andamos literalmente 20 segundos e no cruzamento da rua do Parlamento dá-se um mega acidente mesmo na nossa frente. Dois carros batem, um deles embate brutalmente contra o poste, o condutor voa para o lugar do passageiro e parte o vidro com a cabeça!
Tudo em estado de choque.
Ninguém vai a lado nenhum, polícia, INEM e tudo o que possam imaginar é chamado.
- Chamar os motoristas para que venham buscar o grupo o mais perto possível do Parlamento.
- Descer com 60 pessoas a pé distraídos por tudo o que se está a passar. Alguns dizem que querem já ficar por ali e caminhar por Lisboa: "está um dia lindo".
- Trânsito, os motoristas levam mais tempo do que prevíamos, mas finalmente vêmo-los
- O percurso que seria de eléctrico, foi de autocarro (ou melhor, o percurso possível)
- Chegados a Alfama, como estavamos em autocarro, tivemos que descer na Sé, pois os autocarros não podem subir mais do que isso. Tuk Tuks por todo o lado, paramos os autocarros da forma que é possível, pois os tuk tuks ocupam o lugar de estacionamento dos autocarros e não se querem mover.
- Os condutores dos automóveis começam a buzinar, um sai do carro e grita com todos nós
- Os eléctricos aparecem!!!!! Afinal o acidente resolvera-se bem mais depressa do que a Polícia dissera.
- Entramos todos nos eléctrico para fazer uns poucos metros
- Alfama - tudo tranquilo
Respiramos!
O melhor de tudo?
As colegas que estavam comigo e o grupo, que nunca colocou problemas. Entraram na onda do dia e viveram a aventura, adaptaram-se, ajudaram, foram uns verdadeiros campeões.
E no fim, agradeceram, dizendo que Lisboa é bonita e que este dia será uma história para contar.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Do monumento ao 25 de Abril
A arte moderna/contemporânea não é de entendimento imediato. Se há monumento na cidade de Lisboa que o demonstra, é a obra de Cutileiro no Alto do Parque Eduardo VII.
A escultura, também fonte, homenageia o fim da ditadura em Portugal. A água, elemento mais suave, símbolo do povo, destrói as pedras, elemento duro, símbolo da ditadura. Na frente de todo esse simbolismo, encontramos ainda um cravo vermelho.
Quando comecei a trabalhar achava que a maioria das pessoas iria sempre identificar a obra como sendo uma simples fonte. Mas ao longo destes anos percebi que há muitas mais visões para além desta.
A maioria dos turistas pensa efectivamente que é uma fonte.
Em segundo lugar vem a ideia de que é um monumento ao terramoto de 1755, simbolizando a destruição da cidade.
Os mais "atrevidos" apontam o seu lado fálico, sem embaraço algum nas teorias que desenvolvem.
Mas no outro dia, a trabalhar com mais duas queridas colegas (a Rita e a Sofia), fiquei a conhecer uma nova teoria: tudo aquilo não passa de um acto de vandalismo.
O senhor insistia que da última vez que tinha estado em Lisboa, a fonte estava inteira e que aquilo que estava ali não é mais do que o resultado de vandalismo!
Apetece-me arrematar como os brasileiros, quando brincam a tentar falar português de Portugal:
- Ora pois!
A escultura, também fonte, homenageia o fim da ditadura em Portugal. A água, elemento mais suave, símbolo do povo, destrói as pedras, elemento duro, símbolo da ditadura. Na frente de todo esse simbolismo, encontramos ainda um cravo vermelho.
Quando comecei a trabalhar achava que a maioria das pessoas iria sempre identificar a obra como sendo uma simples fonte. Mas ao longo destes anos percebi que há muitas mais visões para além desta.
A maioria dos turistas pensa efectivamente que é uma fonte.
Em segundo lugar vem a ideia de que é um monumento ao terramoto de 1755, simbolizando a destruição da cidade.
Os mais "atrevidos" apontam o seu lado fálico, sem embaraço algum nas teorias que desenvolvem.
Mas no outro dia, a trabalhar com mais duas queridas colegas (a Rita e a Sofia), fiquei a conhecer uma nova teoria: tudo aquilo não passa de um acto de vandalismo.
O senhor insistia que da última vez que tinha estado em Lisboa, a fonte estava inteira e que aquilo que estava ali não é mais do que o resultado de vandalismo!
Apetece-me arrematar como os brasileiros, quando brincam a tentar falar português de Portugal:
- Ora pois!
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Outros costumes
Conto pelos dedos das mãos os grupos de nacionalidade asiática com que trabalhei.
O ser humano é uma espécie só, mas não há dúvida que somos muito diferentes.
Hoje tive um grupo filipino e já me tinha esquecido de como é necessário trocar o chip e habituarmo-nos às necessidades deles.
Assim que chegou ao autocarro, o tour leader disse-me que o importante era o tempo das compras: "shopping, they want shopping, lots of shopping!"
Nunca fiz uma visita tão rápida a Lisboa. Páramos apenas na Torre de Belém e nos Jerónimos, e a visita deste foi em 15m só e apenas na Igreja. A pressão era tanta que me senti numa competição olímpica! Mas lá consegui fazer como me pediram. Por muito que toda esta pressa seja contra a minha forma de mostrar uma cidade, a verdade é que temos que lhes dar o que pedem. Para quê insistir em história se querem compras?
Tiveram quase duas horas de compras e penso que compraram Lisboa inteira. O regresso ao autocarro teve até direito a malas de viagem cheias!!!
Mas não é só na pressa que precisei de me adaptar. Ser alvo de câmaras fotográficas foi a outra novidade. Hoje fui actriz na passadeira vermelha, sem dúvida. Mesmo até enquanto explicava os Jerónimos, eles iam colocando-se ao meu lado, ou atrás de mim ou um passinho à minha frente, para tirarem fotos um a um, como se eu não estivesse ali ocupada a explicar. Quase que ri à gargalhada quando dei conta da situação!
Então agora com as novas Gopro e as respectivas "bengalas", as fotos não cessavam!
Mas pior, pior, é mesmo a questão da limpeza...sons de arrotos, flatulências e afins soam a toda a hora. Embaraços? Nã!!! Não existe mesmo, pelo menos da parte deles.
Pena foi o estado em que ficou o autocarro, alguns, sem termos percebido comeram maçãs enquanto regressavamos ao cais... as cascas das maçãs estavam todas cuspidas no chão!
Diz-se que em Roma, sê romano, mas eu creio que os asiáticos, em Roma, continuam asiáticos!
O ser humano é uma espécie só, mas não há dúvida que somos muito diferentes.
Hoje tive um grupo filipino e já me tinha esquecido de como é necessário trocar o chip e habituarmo-nos às necessidades deles.
Assim que chegou ao autocarro, o tour leader disse-me que o importante era o tempo das compras: "shopping, they want shopping, lots of shopping!"
Nunca fiz uma visita tão rápida a Lisboa. Páramos apenas na Torre de Belém e nos Jerónimos, e a visita deste foi em 15m só e apenas na Igreja. A pressão era tanta que me senti numa competição olímpica! Mas lá consegui fazer como me pediram. Por muito que toda esta pressa seja contra a minha forma de mostrar uma cidade, a verdade é que temos que lhes dar o que pedem. Para quê insistir em história se querem compras?
Tiveram quase duas horas de compras e penso que compraram Lisboa inteira. O regresso ao autocarro teve até direito a malas de viagem cheias!!!
Mas não é só na pressa que precisei de me adaptar. Ser alvo de câmaras fotográficas foi a outra novidade. Hoje fui actriz na passadeira vermelha, sem dúvida. Mesmo até enquanto explicava os Jerónimos, eles iam colocando-se ao meu lado, ou atrás de mim ou um passinho à minha frente, para tirarem fotos um a um, como se eu não estivesse ali ocupada a explicar. Quase que ri à gargalhada quando dei conta da situação!
Então agora com as novas Gopro e as respectivas "bengalas", as fotos não cessavam!
Mas pior, pior, é mesmo a questão da limpeza...sons de arrotos, flatulências e afins soam a toda a hora. Embaraços? Nã!!! Não existe mesmo, pelo menos da parte deles.
Pena foi o estado em que ficou o autocarro, alguns, sem termos percebido comeram maçãs enquanto regressavamos ao cais... as cascas das maçãs estavam todas cuspidas no chão!
Diz-se que em Roma, sê romano, mas eu creio que os asiáticos, em Roma, continuam asiáticos!
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
História da Joana Moreira - Rituais iniciáticos
Cenário: Poço da Regaleira
Personagens: 2 Guias Intérpretes e 80 turistas vindos de diversos países
Take 1:
O grupo descia o poço. Como eram muitos, eu fui na frente, guiando-os pelos túneis, posicionando-me depois num ponto estratégico, para que se dirigissem à saída correcta de modo a não perdermos ninguém do grupo. A Joana iria no final, para que ao vê-la eu soubesse que o grupo estava completo. Assim, fui vendo o grupo passar. Oitenta pessoas fascinadas por todo aquele cenário demoram algum tempo a percorrer os túneis. Mas ao fim de alguns minutos e do fluxo ter diminuído comecei a estranhar não ver a Joana. Até porque a contagem estava praticamente completa.
Já um pouco preocupada, decidi voltar atrás e descobrir o que se passava. Estaria alguém magoado? Perdido? A própria Joana?
Take 2:
Chego à porta do poço, olho para as escadas, e a primeira coisa que vejo é uma mulher que tem algo nos olhos! "Alguém vendou os olhos? Estou mesmo a ver isto?", pensei!
A seguir vejo a Joana, a caminhar muito lentamente, a descer as escadas de costas, com um ar um pouco aflito, de braços estendidos e a parecer que guiava alguém.
Pisco os olhos, revejo a cena, e pensei: "não pode ser verdade?"
A explicação da Regaleira envolve muitas teorias, uma das que aprendi enquanto aí estagiei, foi que o iniciado teria que ir de olhos vendados, descendo o poço, para assim descobrir a saída correcta. A saída que conteria água, para morrer e nascer de novo. Apurando todos os outros sentidos, incluindo a intuição.
A rapariga, decidira fazer a iniciação.
Conta a Joana que quando a viu tapar os olhos, tentou tudo por tudo que ela não levasse a ideia avante. Mas não conseguiu. Assim, a Joana, optou pela hipótese mais segura, não deixar a rapariga sozinha, porque se ela caísse, de certeza que rapidamente esqueceria que tinha sido ela própria a ter essa ideia fenomenal e culparia as guias, ou quem sabe a própria Regaleira (já que a sua nacionalidade é daquele país em que se consegue até processar uma formiga, se assim for preciso!) por se magoar seriamente.
E assim foi, a Joana e a "iniciática", a descer o poço, a percorrer o túnel.
Rapidamente a notícia espalhou-se e o resto do grupo esperava ansiosamente que ela passasse as pedras sobre a água, também de olhos vendados, mas a Joana lá a convenceu que não seria necessário!
Take 3:
A rapariga sentia-se realmente renovada.
Todos os outros estavam incrédulos. Tenho a certeza que foi motivo de conversa por longas horas e dias.
A Joana merecia um prémio pela sua paciência!
Eu, só queria rir. E só ouvia: "Os Guias realmente têm que ter uma paciência!!!!"
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Momentos glamorosos!!!!
Encontrei-me com o grupo no centro da Vila de Sintra. O autocarro parou, eu entrei e seguimos para o Palácio da Pena. Sorri, apresentei-me, mas achei as carinhas muito desanimadas. Pensei que por ser cedo ainda.
Lá fomos subindo a serra, curva contra curva, chegando minutos depois ao nosso destino.
Saímos e pedi para esperarem um pouco enquanto iria comprar os bilhetes. Um deles chama-me, coloca uma questão, o outro uma observação e nisto vejo 5, não 1, nem 2, mas 5 pessoas do grupo, virarem-se para a parede da entrada do palácio e... vomitarem!
Vim a saber depois, que no dia anterior a festa tinha sido longa!
O ponto bom, foi terem conseguido aguentar até o autocarro parar!
Mas esta situação relembrou-me os momentos glamorosos desta profissão, porque esta não é a primeira, nem será a última vez, que terei de lidar com vomitados!
Após jantares, quantas foram as vezes em que já pedi aos motoristas para pararem o mais rápido possível, para que alguém salte do autocarro e vomite praticamente nos seus próprios pés.
Lembro de uma vez, em que a pessoa aguentou até ao último segundo, e eu aflita só repetia "por favor páre o autocarro e abra já a porta". Nunca esquecerei, o autocarro ainda a travar, a porta já a abrir e aquele som, sobre a minha cabeça, a pessoa (coitada) a querer voar e a projecção pelo ar. Juro que pensei que seria a primeira vez que tomaria "um banho"! Mas safei-me!
Ou em casos de curvas e más-disposições alimentares, em que a pessoa adoentada, sentada no banco mesmo por trás do do guia, agarrada a um saco, vai vomitando pelo dia fora. E aquele som com os sacos a passarem, fazem parte de um dia lindo pelo Portugal pequenino!
Eu ainda não tenho filhos, mas acreditem, que por vezes parece que sim, e são logo aos 30 e 40 de uma vez!
terça-feira, 2 de setembro de 2014
História da Sandra Nascimento - Preguiças...
A caminho do aeroporto, no transfer de saída do grupo, um senhor brasileiro sentado mesmo atrás da Sandra, comenta o seguinte:
- "Português é mesmo preguiçoso, né?"
A Sandra curiosa decide perguntar porquê.
Resposta: - "Ora, aí na faixa do ônibus, em vez de escrever ônibus, só escreve bus. É para não gastar tanta tinta, é?"
- "Português é mesmo preguiçoso, né?"
A Sandra curiosa decide perguntar porquê.
Resposta: - "Ora, aí na faixa do ônibus, em vez de escrever ônibus, só escreve bus. É para não gastar tanta tinta, é?"
terça-feira, 24 de junho de 2014
Recorde de malas
E o recorde de grupo com mais malas vai para...
Sara Pereirinha, com 13 velhinhas e 48 malas!
Sara Pereirinha, com 13 velhinhas e 48 malas!
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Paixão pelo que se faz!
Eu adoro a minha profissão, de tal modo que por vezes nem a vejo como profissão, mas como extensão do que sou.
No entanto, este último mês e meio foi bem puxado e o cansaço por vezes ganha terreno.
Senti-me mais normal, quando, ao longo destes últimos dias, encontrei colegas que me disseram estar a precisar de dormir uma semana, tal qual como eu. Que me disseram, que mal chegam a casa, nem sabem como adormecem e que as contas estão todas por fazer.
Neste momento não sei quando é fim de semana, feriado, ou dia "normal". Trabalha-se dia, noite, com as horas mais trocadas possíveis. Vê-se pouco as "nossas pessoas". Até sinto saudade, já.
Mas há dois dias, ao chegar o final de um tour de Sintra, o cansaço começava a querer acusar-se, quando um senhor me disse:
"I want to congratulate you. You are so passionate about your country, your cities, your story! It's wonderful to hear you and so rare to find someone so passionate like you!"
Como as emoções estão à flor da pele, quase chorei. Nem consegui agradecer de jeito!
Mas fiquei logo com energia e só pensava para mim: "eu gosto mesmo disto!"
Obrigada.
sábado, 31 de maio de 2014
Organização alemã
Alemães (e franceses) têm uma certa obsessão pela escolha do lugar no autocarro.
A primeira opção é sempre o banco da frente (como já vos contei num outro post), depois seguem-se os lugares do lado em que se verá mais monumentos, depois os que terão menos sol a bater na janela, etc
Este grupo, levou tão a sério a escolha do lugar, que chegou a Portugal já com os mesmos marcados. Cada banco tem uma numeração, sendo assim, sentaram segundo a escolha feita ainda na Alemanha.
No primeiro dia, na terceira paragem que fizemos, veio uma senhora, muito zangada (mas mesmo muito zangada), dizer-me que eu deveria anunciar ao microfone que, quem está sentado na parte da frente do autocarro deverá sair pela porta da frente, e quem está na parte detrás, deverá sair pela porta detrás.
Por momentos pensei que estava a perceber mal o que me dizia! Era a primeira vez que alguém me fazia tal reparo! Por acaso, a tour leader do grupo estava mesmo ao meu lado e ouvindo o reparo da senhora, interferiu e disse que não iria pedir isso ao grupo, pois achava um pouco agressivo que as pessoas não pudessem sair pela porta que desejassem. Acrescentou que o autocarro não era assim tão grande, para que se fizesse tal divisão.
A senhora nada mais acrescentou. Sendo ela a chefe de grupo, não interferi.
No dia seguinte, após a segunda paragem, outra senhora do grupo, com um ar igualmente desagradado, dirigiu-se a mim e pediu-me exactamente a mesma coisa! A senhora explicou que tinha pedido os assentos junto à porta detrás para poder ser sempre a primeira a sair, algo que não estava a conseguir, pois ninguém respeitava a divisão do autocarro!
Confesso-vos que fiquei estupefacta! Nunca pensei em tal pormenor! Será assim tão essencial à vida essa exigência? De modo a falar-se tão zangado?
Disse-lhe que iria ver o que podia fazer, tendo em conta que a chefe do grupo tinha decidido que não o queria fazer.
Como era o segundo pedido, a tour leader pensou então que teria de dizer algo. Da forma mais simpática possível lá conseguiu fazer-lhes o pedido. O silêncio foi longo no autocarro, mas a partir daí todos saíram com a divisão pedida pelas senhoras!
Pergunto-me como teria sido num autocarro de italianos, portugueses ou espanhóis!?!
A primeira opção é sempre o banco da frente (como já vos contei num outro post), depois seguem-se os lugares do lado em que se verá mais monumentos, depois os que terão menos sol a bater na janela, etc
Este grupo, levou tão a sério a escolha do lugar, que chegou a Portugal já com os mesmos marcados. Cada banco tem uma numeração, sendo assim, sentaram segundo a escolha feita ainda na Alemanha.
No primeiro dia, na terceira paragem que fizemos, veio uma senhora, muito zangada (mas mesmo muito zangada), dizer-me que eu deveria anunciar ao microfone que, quem está sentado na parte da frente do autocarro deverá sair pela porta da frente, e quem está na parte detrás, deverá sair pela porta detrás.
Por momentos pensei que estava a perceber mal o que me dizia! Era a primeira vez que alguém me fazia tal reparo! Por acaso, a tour leader do grupo estava mesmo ao meu lado e ouvindo o reparo da senhora, interferiu e disse que não iria pedir isso ao grupo, pois achava um pouco agressivo que as pessoas não pudessem sair pela porta que desejassem. Acrescentou que o autocarro não era assim tão grande, para que se fizesse tal divisão.
A senhora nada mais acrescentou. Sendo ela a chefe de grupo, não interferi.
No dia seguinte, após a segunda paragem, outra senhora do grupo, com um ar igualmente desagradado, dirigiu-se a mim e pediu-me exactamente a mesma coisa! A senhora explicou que tinha pedido os assentos junto à porta detrás para poder ser sempre a primeira a sair, algo que não estava a conseguir, pois ninguém respeitava a divisão do autocarro!
Confesso-vos que fiquei estupefacta! Nunca pensei em tal pormenor! Será assim tão essencial à vida essa exigência? De modo a falar-se tão zangado?
Disse-lhe que iria ver o que podia fazer, tendo em conta que a chefe do grupo tinha decidido que não o queria fazer.
Como era o segundo pedido, a tour leader pensou então que teria de dizer algo. Da forma mais simpática possível lá conseguiu fazer-lhes o pedido. O silêncio foi longo no autocarro, mas a partir daí todos saíram com a divisão pedida pelas senhoras!
Pergunto-me como teria sido num autocarro de italianos, portugueses ou espanhóis!?!
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Ah! Agora tudo faz sentido!
Ontem a calçada escorregava um bocadinho, e diz-me a senhora assim:
"Agora percebo porque não neva em Lisboa!".
"Agora percebo porque não neva em Lisboa!".
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