terça-feira, 2 de abril de 2013

ampliar

"Porque é que lamentamos as pessoas que não podem viajar?
Porque ao não poderem expandir-se exteriormente também não conseguem ampliar-se interiormente; ao não poderem multiplicar-se, vêem-se também privadas de empreender alargadas digressões para dentro de si próprias e de descobrir quem ou o que poderiam também ter sido"

- pascal mercier

domingo, 31 de março de 2013

sábado, 30 de março de 2013

Um raio de sol e...

Hoje o sol espreitou e todos nós, desejosos de o sentir, saímos à rua.
No entanto cada um sentiu a temperatura de forma muito diferente:


O lisboeta ía pela calçada de casaco de inverno e cachecol.
Os alemães de manga curta e calção!


sexta-feira, 29 de março de 2013

Kasutera (castella) - Pão de ló

Quando os portugueses chegaram ao Japão a meio do séc XVI, levaram com eles a religião, objectos e hábitos alimentares.
Hábitos que ainda hoje perduram e que se misturaram com a gastronomia japonesa, como por exemplo a tempura, o pão, os fios de ovos, a castella...
A castella, que nós conhecemos como o pão de ló, era considerado um produto de luxo, pois o acúçar era muito caro, na altura, no Japão.
Em 1571 foi fundada a cidade de Nagasaki para servir de ponto comercial com os ocidentais. Devido à forte presença portuguesa, apareceram aí inúmeras casas onde se fabricava a Castella. Algumas dessas casas encontram-se ainda abertas, sendo consideradas dos melhores locais para degustá-la.
A origem do nome - Kasutera, que pronunciamos castella -  é uma incógnita e existem várias teorias para tal, sendo a mais famosa a de que o nome vem do facto do bolo ser preparado com claras em castelo.
Ao longo do tempo a Castella foi sendo alterada e adaptada ao gosto japonês, tanto no paladar como na apresentação (por exemplo, hoje é vendida em caixas rectangulares), mas nunca esqueceram que a origem é portuguesa.
Nos casamentos há a tradição de se oferecer Castella.



A Castella são os quadradinhos do lado direito, aqui provamos a tradicional, mas têm também a opção de chá verde e chocolate. À esquerda estão os brioches recheados com manteiga e com feijão azuki.
Fica a dica para um chá em Lisboa, mesmo ali para os lados da Casa dos Bicos!
Deliciem-se

quarta-feira, 27 de março de 2013

Mas mora lá gente?

É a questão que ouço sempre que mostro esta casa, considerada a mais estreita de Lisboa.
Um dia ganho coragem e bato à porta para ver como é por dentro, pois sei que mora lá gente. Vejo a roupa pendurada muitas vezes.


E vocês, sabem onde é?

segunda-feira, 25 de março de 2013

A Família "Correio" é grande!

Numa grande parte dos países europeus, encontramos escrito na caixa do correio o nome da família que aí habita.
Em Portugal isso não acontece. Quanto muito está escrito a palavra Correio na caixa.

Certo dia, após a parte a pé do passeio de Lisboa, perguntou-me assim um senhor:
"A família Correio é muito importante em Portugal?"
Fiquei um pouco intrigada, porque não estava a conseguir lembrar-me de nada ligado com uma família Correio! Perguntei-lhe porque dizia isso, o que teria lido? onde? o que sabia? para tentar encontrar resposta à pergunta.
Ele explicou:

"Reparei que todas as portas têm o nome Correio! Deve ser uma família gigante!"

Ah pois deve!
eh eh eh


domingo, 24 de março de 2013

com sotaque

Um senhor falava assim ao telefone:

"show de bola, bom demais. Tá certo, é mesmo beleza pura!"

Tudo dito assim, de rajada, a elogiar algo que se passava do outro lado do telefone. 
Agora acrescentem o sotaque do Mato Grosso, aquele que enrola nos -rs. Amei!

Beleza pura, é muito lindo!