Tive o prazer de partilhar uma visita de Lisboa com a colega e amiga Cláudia Brandão.
A nossa visita consistia em partilhar o autocarro por uns breves minutos do cais até ao centro da cidade e depois no regresso da cidade para o cais. As horas entre a partida e a chegada, foram pois preenchidas por um passeio a pé por Lisboa. A Cláudia acompanhava o grupo italiano e eu o grupo alemão.
Quando nos encontramos após a visita, para regressarmos ao navio, a Cláudia perguntou-me logo como tinha sido, se eram simpáticos e se tinha corrido tudo bem.
Disse-lhe que sim, mas que tinham sido o típico alemão de querer saber em 3 horas todo o sistema legislativo, económico e social do país e ainda a história de Lisboa.
A Cláudia, que está grávida, riu e disse-me: "pois os meus passaram as 3 horas a perguntar-me de quanto tempo estou e se será um menino ou uma menina!"
Eu sei que não devemos generalizar, mas, após este "confronto", não resisti não partilhar convosco!
sábado, 28 de junho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
Recorde de malas
E o recorde de grupo com mais malas vai para...
Sara Pereirinha, com 13 velhinhas e 48 malas!
Sara Pereirinha, com 13 velhinhas e 48 malas!
sexta-feira, 20 de junho de 2014
História da Andreia Nunes - The perks of being a 25 year old tour guide
Walking tours com 2, 3 pessoas, são serviços bastante peculiares.
É dos serviços que mais gosto de fazer, pela proximidade que conseguimos ter com os clientes.
Um tour, de um momento para o outro, parece mais um passeio entre amigos, e, como as conversas são como as cerejas, quando damos conta estão a perguntar-nos onde vivemos, se somos casados, se já fomos a este ou aquele país ou cidade, etc. Por sua vez, ficamos a saber alguns factos da vida dos nossos clientes - mais do que o habitual num tour com 50 pax - onde vivem, os filhos que têm, o que fazem, e por aí.
Muitos destes clientes, que por norma são casais, admiram-se quando encontram uma guia da minha idade. Por vezes, quase que criamos novas amizades. Para alguns, sou como uma neta, para outros, como uma filha...
Qual não é o meu espanto, quando começam a mostrar-me fotos dos seus filhos/netos, solteiros, e a dizerem que "dava uma boa nora, seria um bom partido para o filho/neto porque assim e assado"!
Pois... são uns verdadeiros casamenteiros! Nem precisamos do Santo António!
Um dia destes, ainda emigro... ;)
quinta-feira, 19 de junho de 2014
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Não, não leio...
Já há algum tempo que não ouvia a pergunta:
"Tu sabes isso tudo de cabeça? Não lês? Mesmo? Parabéns!!"
"Tu sabes isso tudo de cabeça? Não lês? Mesmo? Parabéns!!"
domingo, 15 de junho de 2014
Alegria no trabalho
Porque o Guia não é aquela pessoa secante, que aponta à direita e à esquerda e não diz nada de interessante... mas sim a pessoa que alia o saber ao amor, porque estudou e porque é de Portugal.
Porque trabalhar a par é muito fácil e prazeroso se a pessoa que está ao nosso lado nos respeita e entende, em vez de querer suplantar...
Alegria no trabalho.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Parecia a minha avó
Saí para um walking tour por Lisboa. Esperavam-me duas senhoras parisienses, uma delas com a idade das minhas avós quando faleceram.
A roupa que usava era tão semelhante à que elas usavam no seu dia a dia, o penteado também e a vontade de contar histórias ainda mais.
Conforme avançamos pela cidade, a senhora mais velha foi contando porque queria vir a Lisboa: toda a vida conheceu portugueses em Paris, ouvia a Amália, viu o filme Os Amantes do Tejo, queria ver pelos seus olhos a cidade de que tanto falavam.
Decidi surpreende-la e fiz o tour de Lisboa à volta da história da Amália. Quando mostrei o pátio da casinha onde Amália nasceu, a senhora ficou sem palavras.
A partir desse momento, agarrava-me o braço, como uma das minhas avó fazia, contava histórias baixinho, interrompia, perdia-se a olhar o céu, os edifícios, fazia perguntas, cantava fados até!
Adorei, muito.
Pediu-me o meu email... o email (tal como a outra avó que sabia lidar com as tecnologias), para me enviar as fotos e marcar outra visita comigo, quando voltasse.
Espero que volte.
A roupa que usava era tão semelhante à que elas usavam no seu dia a dia, o penteado também e a vontade de contar histórias ainda mais.
Conforme avançamos pela cidade, a senhora mais velha foi contando porque queria vir a Lisboa: toda a vida conheceu portugueses em Paris, ouvia a Amália, viu o filme Os Amantes do Tejo, queria ver pelos seus olhos a cidade de que tanto falavam.
Decidi surpreende-la e fiz o tour de Lisboa à volta da história da Amália. Quando mostrei o pátio da casinha onde Amália nasceu, a senhora ficou sem palavras.
A partir desse momento, agarrava-me o braço, como uma das minhas avó fazia, contava histórias baixinho, interrompia, perdia-se a olhar o céu, os edifícios, fazia perguntas, cantava fados até!
Adorei, muito.
Pediu-me o meu email... o email (tal como a outra avó que sabia lidar com as tecnologias), para me enviar as fotos e marcar outra visita comigo, quando voltasse.
Espero que volte.
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